Nossa História

O Incere é uma instituição que oferece atendimento clínico inter/transdisciplinar na área da fonoaudiologia, da psicanálise e da psicologia. Em Fortaleza e em seu segmento, é precursora e experiente no trabalho terapêutico que envolve uma equipe de profissionais reunidos por uma compreensão comum do humano que se baseia em pensar o sofrimento psíquico no singular, distanciando-se de classificações diagnósticas reducionistas. Realiza atendimento individual ou em grupo e escuta com acolhimento para pais, cuidadores, familiares, escolas, instituições de saúde e de assistência social.

Ao se formar como lugar frequente de reflexão – da fundação à atualidade realiza reunião clínica e de gestão semanalmente com toda equipe – o Incere desenvolve atividade de ensino, transmissão, pesquisa e assessoria a partir de sua prática. Visando promover a atualização, a diversificação e o desenvolvimento do conhecimento especializado para estudantes, profissionais e instituições.

Fundada em 2000, a instituição dispõe da qualificação de organização da sociedade civil de interesse público e mantém o compromisso com a ética política do bem comum e os cuidados da saúde psíquica, das problemáticas e dos desafios em torno da infância e juventude, bem como das bases da saúde mental na vida adulta. Sem perder de vista a história do contexto civilizatório – ambiente – que forma a subjetividade e consequentemente a vida em sociedade.

Pressupostos básicos/2020

• O atendimento interdisciplinar é ordenado pelo eixo da psicanálise, e a terapêutica se dá na conexão das diferentes práticas clínicas, de modo a não fragmentar o paciente e seu tratamento em especialidades separadas;

• Não partimos da ideia de diagnóstico para entender as dificuldades na construção da subjetividade. Pensamos o campo da saúde mental como um campo de cuidados sem cair na idéia de classificação e normalização;

• Pessoas com diagnóstico de transtornos mentais (autismo, psicose, síndromes…) têm subjetividade e devem ser escutadas em sua singularidade;

• Nas mais diversas intervenções clínicas, deve-se levar em conta o sujeito em sua singularidade, afastando-se da perspectiva de reabilitação como adaptação a padrões reducionistas;

• Numa época em que as práticas terapêuticas estão inclinadas a responder de forma utilitária aos impasses e/ou impedimentos dos pacientes, construímos “o fazer clínico” voltado para um agenciamento da vida com a possibilidade de dar vários sentidos a esta.

• A ética compartilhada na instituição comparece, assim, articulando a gestão, a clínica e o paciente, indicando os destinos de cada ato clínico, no qual a única universalidade possível é de que a clínica seja balizada pelo singular.

• A economia psíquica precisa se apoiar num substrato cultural disponível para se manifestar fenomenologicamente: “Somos aquilo que o ambiente viabiliza”.

• A presença do ambiente é fundamental, entretanto a tendência dos processos de maturação não pode ser desconsiderada.

No Incere compreendemos que todas as áreas que compõem nossa atuação, como o trabalho clínico em si, a transmissão e a gestão, são inerentemente constituídas e demarcam posicionamentos políticos. Assim, nosso eixo de ação política funciona como uma vertente intensamente conectada e integrada aos princípios que regem o conjunto de nosso fazer. Através das iniciativas em que nos engajamos nesse campo, buscamos ampliar o potencial de incidência do nosso fazer, estabelecendo parcerias, estendendo o alcance das nossas intervenções e diversificando o público que pode se beneficiar com elas.

Algumas das ações políticas que realizamos:

• Mobilização para rearticulação da Rede Estadual pela Primeira Infância do Ceará

• Participação na cartilha do CRP,

Nome da cartilha: PSICOLOGIA E AUTISMO NO CEARÁ: DO RECONHECIMENTO DAS PRÁTICAS AO PERCURSO DE REGULAMENTAÇÃO ÉTICA DESSE CAMPO, clique aqui para fazer o download

• Promoção de grupo de acolhimento para lideranças da UNALGBT

• Abertura de vagas direcionadas pare o atendimento clínico de pessoas trans e travestis.

• MPASP – Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública.

• Grupos de acolhimento para profissionais de educação da rede pública (professores); idosos (memória e história de vida); e profissionais de saúde (Téc. de enfermagem, Aux. de serviços gerais, agente de saúde, serviços administrativos).

• Acolhimento a crianças sob a guarda do estado dos abrigos Tia Júlia, Casa da Criança, Casa do Menor.

• Grupo de acolhimento com os familiares cuidadores das crianças e adolescentes diagnosticadas com TEA, promovido pelo Instituto Dragão do Mar – IDM e Centro Cultural Bom Jardim – CCBJ, por meio da Escola de Cultura e Artes no apoio do Curso de Danças, Infâncias e Autismos (DIA).

Clínica institucional

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